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A Perda da Fé: o Alto Preço da Liberdade (em construção)

17 de novembro de 2018 Comentários desligados

Felipe Morel Wilkon: sob nova direção

O processo que eu vivi, outros poderão viver também, aliás tenho recebido contatos de alguns que o estão vivenciando agora as dúvidas e angústias que já experimentei antes. Cada caso é um caso, embora paralelos sempre possam ser feitos. Na primeira década do século o “ex-pírita” Carlos “APODman” Bella chegou a ter algum destaque em programas de televisivos como “Superpop” (apresentado por Luciana Gimenez), além de dar uma contribuição fundamental nos meios virtuais ao nascente movimento cético brasileiro. Mais recentemente, causou certo burburinho o desligamento do Movimento Espírita de Felipe Morel Wilkon – profícuo palestrante e dono de conceituado canal no YouTube -, que não apenas deixou o movimento como fez questão de metodicamente enumerar, em um novo canal, as razões que o levaram a tal atitude.

Em ambos os caso, temos indivíduos estudiosos não apenas da doutrina, mas também portadores de vasto cabedal intelectual, que começaram a notar sérias rachaduras no suntuoso edifício erguido por Allan Kardec. Ao invés de abraçarem alguma espécie de “duplipensar” ou culpar o preconceito do establishment científico, eles resolveram a dissonância cognitiva que lhes afligia decidindo que o erro estava no colo do Movimento Espírita. Ato contínuo, salpicaram dúvidas de que teriam sido “espíritas de verdade” ou se “vivenciaram a doutrina” no lugar de apenas estudá-la. Enfim, imputaram-lhes a versão espírita da “falácia do escocês”.

Este artigo, contudo, não tratará deles. Tomei-os apenas como exemplos da mídia para que meus leitores, digamos, mais perplexos já saibam de antemão que não estão sós. Nem falarei de Waldo Vieira, cujos motivos da “deserção” aparentam ter sido de outra ordem. Só posso falar de mim mesmo, do que passei, do que lhes espera, e, apesar de tudo, ainda tentar lhes dar ânimo para seguir em frente.

Espíritas, instruí-vos (pero no mucho…)

O recém falecido escritor espírita Richard Simonetti (que sua memória permaneça entre nós) já se aventurou na tarefa de lidar com os corações abalados pelo ceticismo. Vejamos o que ele tinha a dizer:

28 – ENSINO UNIVERSITÁRIO

1 – Por que há jovens espíritas que se sentem abalados em suas convicções ao entrar para os círculos universitários?
É que nunca assimilaram a Doutrina Espírita devidamente. Falta-lhes a base doutrinária. Por isso são facilmente influenciados pelo materialismo que impera ali.

2 – Considerando a cultura e a Inteligência dos catedráticos universitários, não seria razoável admitir que eles têm uma visão mais próxima da realidade, desvinculada de fantasias religiosas?
Se a premissa é falsa a conclusão nunca será verdadeira. Nenhum intelectual, por mais brilhante e erudito enxergará a realidade espiritual, se equivocadamente supõe que somos um aglomerado de ossos, carnes e músculos que pensa.

3 – Não obstante, são professores de grande poder de persuasão, apoiados em vasta cultura. Como enfrentar esse pressionamento?
Estudando a Doutrina Espírita, a partir da ideia fundamental: somos Espíritos eternos em trânsito pela Terra. O que disso se afastar, por mais deslumbrante seja o raciocínio, é absolutamente quimérico.

4 – Mas Isso não será sempre mera questão de fé Incompatível com a racionalidade que Impera nos círculos universitários?
A existência do Espírito está longe de ser mera questão de fé. Está demonstrada pela Ciência Espírita, a partir de “O Livro dos Médiuns”.

5 – Se eu me disser espírita, pretendendo explicar determinados fenômenos à luz da Doutrina, para demonstrar a realidade espiritual, vão rir de mim.
Menos mal. No passado matavam os cristãos pelo simples fato de proclamarem sua fé. Além do mais, você está subestimando o alcance da Doutrina Espírita. Há muita gente interessada dentro das universidades, até professores. Ninguém vai rir se você estiver bem consciente do que fala, com base doutrinária.

6 – O que se poderia fazer, dentro das universidades, em favor de estudantes espíritas?
Procure identificá-los. Formem grupos de estudos no campus, convidando colegas para debates. Convidem os professores. É preciso mostrar o alcance da Doutrina, que ilumina o entendimento humano, principalmente em relação às ciências psicológicas.

7 – E se encontrar resistência por parte da direção?
Não me parece provável. Isso seria de um obscurantismo incompatível com os tempos atuais. De qualquer forma, é impossível impedir que pessoas conversem. Podem até usar o método peripatético, de Aristóteles: debater ideias ao longo de uma caminhada pelo campus.

8 – Teremos futuramente universidades espíritas?

Talvez. O mais importante é que futuramente as universidades descobrirão o Espiritismo, principalmente em relação à Medicina e à Psicologia. Saber-se-á, então, que é impossível cuidar com eficiência de problemas físicos e psíquicos da criatura humana sem admitir a existência do Espírito imortal.

Extraído de “Não pise na Bola”

Agora que você já leu todo o capítulo, vamos “por partes” e descobrir por que o autor pisou na bola nesta questão:

1 – Por que há jovens espíritas que se sentem abalados em suas convicções ao entrar para os círculos universitários?
É que nunca assimilaram a Doutrina Espírita devidamente. Falta-lhes a base doutrinária. Por isso são facilmente influenciados pelo materialismo que impera ali.

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