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Júpiter: O Ápice (!?) do Sistema Solar

5 de dezembro de 2011 Deixe um comentário Go to comments

Representação artística do planeta Júpiter

Na Revista Espírita de março de 1858, há um descrição detalhada de nossa família solar, culminando com Júpiter:

Segundo os Espíritos, o planeta Marte seria ainda menos avançado do que a Terra; os Espíritos que nele estão encarnados pareceriam pertencer, quase exclusivamente, à nona classe, a dos Espíritos impuros, de sorte que o primeiro quadro, que demos acima, seria a imagem desse mundo. Vários outros pequenos globos estão, com algumas nuanças, na mesma categoria. A Terra viria em seguida; a maioria de seus habitantes pertence, incontestavelmente, a todas as classes da terceira ordem, e a parte menor às últimas classes da segunda ordem. Os Espíritos superiores, os da segunda e da terceira classe, nela cumprem, algumas vezes, uma missão de civilização e progresso, e são exceções. Mercúrio e Saturno vêm depois da Terra. A superioridade numérica de bons Espíritos lhes dá a preponderância sobre os Espíritos inferiores, do que resulta uma ordem social mais perfeita, relações menos egoístas, e, por consequência, uma condição de existência mais feliz. A Lua e Vênus estão quase no mesmo grau e, sob todos os aspectos, mais avançados do que Mercúrio e Saturno. Juno e Urano seriam ainda superiores a esses últimos. Pode-se supor que os elementos morais, desses dois planetas, são formados das primeiras classes da terceira ordem e, na grande maioria, de Espíritos da segunda ordem. Os homens, neles, são infinitamente mais felizes do que sobre a Terra, pela razão de que não têm nem as mesmas lutas a sustentar, nem as mesmas tribulações a suportar, e não estão expostos às mesmas vicissitudes físicas e morais.

De todos os planetas, o mais avançado, sob todos os aspectos, é Júpiter. Ali, é o reino exclusivo do bem e da justiça, porque não há senão bons Espíritos. Pode-se fazer uma ideia do feliz estado dos seus habitantes pelo quadro que demos do mundo habitado sem a participação dos Espíritos da segunda ordem.

A superioridade de Júpiter não está somente no estado moral dos seus habitantes; está, também, na sua constituição física. Eis a descrição que nos foi dada, desse mundo privilegiado, onde encontramos a maioria dos homens de bem que honraram nossa Terra pelas suas virtudes e seus talentos.

A conformação dos corpos é quase a mesma desse mundo, mas é menos material, menos denso e de uma maior leveza específica. Ao passo que rastejamos penosamente na Terra, o habitante de Júpiter se transporta, de um lugar para outro, roçando a superfície do solo,quase sem fadiga, como o pássaro no ar ou o peixe na água.

Júpiter é o maior dos quatro “gigantes gasosos” do sistema solar. É possível que até tenha um núcleo rochoso debaixo de sua grossa e turbulenta atmosfera, seguida de camadas de hidrogênio líquido e metálico. Júpiter pode ser tudo, menos idílico. Se os supostos jupterianos da Revista Espírita utilizam matéria-prima do próprio planeta, então de forma alguma seriam menos densos, porque, para suportar a colossal pressão do ambiente de Júpiter, teriam de igualar sua pressão interna. Uma alternativa seria viver nas camadas mais altas da atmosfera, como já houve quem cogitasse, porém seus corpos em nada se assemelhariam aos nossos.

Flutuadores Jupiterianos

Hipotéticos seres flutuadores da atmosfera de Júpiter exibidos na clássica série televisiva Cosmos, de Carl Sagan, e hoje encarados com ceticismo. A exobiologia (estudo de possíveis formas de vida extraterrenas) ainda está mais para um grande exercício especulativo.

Continuando:

Sendo mais depurada a matéria de que é formado o
corpo, dispersa-se após a morte sem ser submetida à decomposição pútrida. Ali não se conhece a maioria das moléstias que nos afligem, sobretudo as que se originam dos excessos de todo gênero e da devastação das paixões. A alimentação está em relação com essa organização etérea; não seria suficientemente substancial para os nossos estômagos grosseiros, sendo a nossa por demais pesada para eles; compõe-se de frutos e plantas; de alguma sorte, aliás, a maior parte eles a haurem no meio ambiente, cujas emanações nutritivas aspiram. A duração da vida é, proporcionalmente, muito maior que na Terra; a média equivale a cerca de cinco dos nossos séculos; o desenvolvimento é também muito mais rápido e a infância dura apenas alguns de nossos meses.

Como Kardec gosta de fazer analogias, farei uma contra-analogia: essa duração curta da infância vai num caminho oposto àquele que deu a inteligência a nossa espécie, que consistiu na dilatação da infância e a permanência de aspectos infantis até a fase adulta (neotenia). Externamente, isso se manifesta na pouca mudança que nosso crânio sofre com o passar do tempo. Compare com a radical transformação sofrida por nosso primo mais próximo, o chimpanzé.

neotenia

Foto de um bebê chimpanzé (Esq.) emparelhada com a de um adulto de sua espécie. Humanos não sofrem transformação tão radical assim, maturam mais lentamente e preservam boa parte da capacidade de aprendizado juvenil.

Fisiologicamente, nossa “imaturidade” está em termos boa capacidade de criar novas conexões neuronais por mais tempo (devido à longa infância) e a preservarmos em certo grau na idade adulta.

Pergunta-se, então, que tipo de evolução biológica os jupterianos teriam sofrido para adquirir inteligência com uma estratégia oposta. Kardec não se fez essa pergunta provavelmente por dois motivos: primeiro, àquela altura (1858) ele não acreditava na evolução biológica (cf. LE 59), embora pregasse a espiritual, e, segundo, cria na geração espontânea de seres complexos (LE 44-49). Assim, os jupterianos poderiam ter sido criados “prontos” para ter uma infância curta. Alguém, hoje em dia, poderia até alegar que os jupterianos encurtaram sua fase juvenil por meio de manipulação genética. Seria ético fazermos isso no futuro?

Os animais não estão excluídos desse estado progressivo, sem se aproximarem, contudo, daquele do homem; seu corpo, mais material, prende-se à terra, como os nossos. Sua inteligência é mais desenvolvida que a dos nossos animais; a estrutura de seus membros presta-se a todas as exigências do trabalho; são encarregados da execução de obras manuais: são os serviçais e os operários; as ocupações dos homens são puramente intelectuais. Para os animais o homem é uma divindade tutelar que jamais abusa do poder para os oprimir.

Seria correta essa depreciação do trabalho braçal? Não seriam os jupterianos capazes de criar robôs para liberar seus “animais” para viverem de sua própria forma em reservas?

Quanto aos jupterianos ilustres:

Quando se comunicam conosco, os Espíritos que habitam Júpiter geralmente sentem prazer em descrever o seu planeta; ao se lhes pedir a razão, respondem que o fazem com o fito de nos inspirarem o amor do bem, com a esperança de lá chegarmos um dia. Foi com essa intenção que um deles, que viveu na Terra com o nome de Bernard Palissy, célebre oleiro do século XVI, ofereceu-se espontaneamente, sem que ninguém lho pedisse, para elaborar uma série de desenhos, tão notáveis por sua singularidade quanto pelo talento de execução, destinados a dar-nos a conhecer, até nos menores detalhes, esse mundo tão estranho e tão novo para nós.

Palissy, fez a bondade de desenhar por comunicação mediúnica a casa de outro jupiteriano que já passou pela Terra – Mozart – reproduzida na edição de agosto da Revista Espírita, naquele mesmo ano. Ei-la:

Casa de Mozart

Fachada sul da casa de Mozart em Júpiter. Acredite se quiser…

Somos também informados que Cervantes seria vizinho de Mozart e que por aquelas bandas também viveria Zoroastro.

As comunicações sobre Júpiter prosseguiram após Karde. Léon Denis, em seu Catecismo Espírita, cap. VI

P: Todos os planetas têm Lua?

R: Nem todos; porém, Urano tem quatro luas ou satélites; Saturno oito, além de dois imensos anéis que o circundam; e Júpiter, quatro. Esse mundo colossal, Júpiter, não está, como a Terra, sujeito às vicissitudes das estações nem às bruscas alternativas da temperatura: “é favorecido com uma primavera constante”.

Bem, a temperatura média em Júpiter é de -148ºC. Talvez os jupterianos tenham uma noção distinta de frio e calor, mas não parece que Léon Denis deu a entender isso. De fato, são muitas coisas risíveis ao se tratar de Júpiter. Kardec mesmo já admitia isso:

Se há um fato que gera perplexidade entre certas pessoas convencidas da existência dos Espíritos – não nos ocuparemos aqui das outras – é seguramente a existência de habitações em suas cidades, tal como ocorre entre nós. Não me pouparam de críticas: “Casas de Espíritos em Júpiter!… Que gozação!…” – Que seja, nada tenho a ver com isso. Se o leitor aqui não encontra, na verossimilhança das explicações, uma prova suficiente de sua veracidade; se, como nós, não se surpreende com a perfeita concordância das revelações espíritas com os dados mais positivos da ciência astronômica; numa palavra, se não vê senão uma hábil mistificação nos detalhes que se seguem e no desenho que os acompanha, eu o convido a pedir explicação aos Espíritos, de quem sou apenas o instrumento e o eco fiel. Que ele evoque Palissy ou Mozart, ou outro habitante desse mundo bem-aventurado; que sejam interrogados, que minhas afirmações sejam controladas pelas suas; que, enfim, discutam com eles. Quanto a mim, apenas apresento o que me foi dado, repetindo somente o que me foi dito. E, por esse papel absolutamente passivo, creio-me ao abrigo tanto da censura quanto do elogio.

Revista Espírita, agosto 1858, “Habitações do Planeta Júpiter”

Parece que esse gozadores estavam certos, talvez não pelos motivos que alegassem. Foi o tempo que se encarregou de tirar a verossimilhança das mensagens e colocá-las em desacordo com a astronomia. Revelou, também, que Kardec foi confiante demais em seu critério para separar o “joio do trigo” baseado no teor edificantes das mensagens e polidez das palavras.

  1. Anônimo
    22 de novembro de 2015 às 16:51

    livro de Francisco Candido Xavier , Cartas de uma mãe morta , a uma definição exata dos mundos habitados no sistema solar, tal como o seu grau de adiantamento e a influencia na matéria existente em si e nas atrações plasmáticas a vida desses espíritos nestes corpos , quando nos falamos de vida a uma deficiência no grau de compreensão tanto para os espiritas como para os cientistas , pelos espiritas pela falta de fé no todo criador do céu e da terra e de tudo que existe ; a base da ciência é a parte material , vejam só o que vou lhes falar ( já existente) , abrange tudo que existe de vida quimicamente e fisicamente o que já foi descoberto no sistema de vida no planeta terra , a forma de vida fora do globo terrestre é também de forma química e fisicamente idênticas(beneficio de determinado corpo) mas de forma a obedecerem ao magnetismo de influência das atrações morais do criador , da evolução dos espíritos num determinado corpo tanto carbônico como energético as forças do protoplasma , vidas do criador do planeta ali habitado agem de forma diferente , de acordo com o grau de evolução do espirito e na região onde se encontra, isto é o planeta e a condição de adiantamento moral alcançado aprendendo como tal na condição existente do corpo até o mais elevado desprendimento da matéria do corpo mais rude , ate o mais complexo. a um favorecimento aqueles que obedecem as leis morais dos diretoras espirituais em cada planeta . a visão de vida no planeta é carbônica pois na terra se desenvolveram no carbono . isto condição de espíritos ainda primitivos no sistema solar, o que os cientistas agora dizem que o planeta terra é favorecido pela vida , dizemos que sim pois é vida primitiva a base de carbono rudimentar . tal atração da matéria é a condição do espirito existente naquele local , o ser humano ainda desconhece a vida onde a compreensão não alcança as leis químicas e físicas e magnéticas daqueles que atingiram tal grau de moralidade se beneficiando como tal. as dimensões da matéria são limitadas ou sem limites pelo grau de adiantamento do espirito ali existente, pois bem a vida em todo o lugar mas não só de carbono. carbono estado primitivo preso na matéria , estado energético preso a luz . de modo geral o ser humano se baseia em catetos se esquece da hipotenusa a vossa imaginação , em patamares sem divisar senos e cossenos e achar a tangente isto é vários ângulos de vida inteligente de menor ou maior escala com merecimento aonde se encontram pelo seu criador.” bendito é o senhor meu deus que semeia sua vinha em todo o universo ”, quando se fala em vinha logo vem a mente de todos estruturas físicas de carbono idênticas ; mas se forem espíritos em uma determinada região do cosmo ocupando pelo seu merecimento determinado tipo de corpo , ao divisar uvas pensamos em estruturas matérias idênticas , mas o que o cristo nos fala é de espíritos em toda a parte do universo de diferentes tipos de estruturas com o seu devido merecimento naquele lugar existente ou que vai surgir , as dimensões são moradas dos espíritos temporariamente ; o corpo físico é a morada temporária do espirito ali em situação de aprendizagem o planeta onde ele abita da condições de suprir suas necessidades de vida condição de vida na matéria obedecendo as leis de atração e repulsão.

  2. Rui de Rosato
    15 de outubro de 2015 às 21:25

    Ora, ora. Essas descrições de vida em outros planetas, apesar das várias citações sobre matéria diferente da nossa, nada mais são que descrições de Colônias espirituais. Basta ver a Revista Espírita agosto de 1858 sobre as habitações de Júpiter onde irritado com um artigo do jornal local que dizia “Casas de espíritos em Júpiter, que piada”, o médium Victorien Sardou desabafa sobre a autenticidade dos desenhos de Júpiter onde destaca as casas de Zoroastro e Mozart como verdadeiros palácios tais quais descreve,André Luiz em Nosso Lar. Seria absurdo admitir que planetas diferentes do nosso possam gerar seres idênticos a nós e mesmo que pudesse, a pressão de Júpiter transformaria um homem numa bola de gude e a temperatura de Vênus de 450 graus queimaria qualquer de nossos assados.

  3. Einstein Bohr
    1 de agosto de 2015 às 13:47

    Kardec, apesar de todo cuidado aparente, foi muito desastrado em vários pontos de seus livros. Fiquei feliz em encontrar alguém com coragem de discutir esses desastres sem fazer apenas chacota. Um aspecto muito perturbador para mim é sua insistência em analisar tribos “selvagens” como espíritos inferiores e os “civilizados” como superiores. Outra coisa que impressiona é a liberdade que os espíritos zombeteiros tem de mandar informações falsas. Parece que o mundo do lado de lá é tão ou mais bagunçado que o daqui. Por outro lado, em seus livros, existem muitas passagens que eu considero brilhantes, principalmente para uma época anterior a Einstein e Bohr.

  4. Arilson Divino T. Avelar
    22 de junho de 2014 às 19:00

    Beleza cara boa analise, Kardec deveria ter tido mais critério mesmo. uma boa estrategia seria se concentra apenas na sociedade humana e sua relação com o mundo espiritual assim afastaria na minha opinião espíritos de confusão, pseudos sábios e mentirosos que sabemos existem ao montes no mundo espiritual.
    Não quebrei a cara com a espiritualidade porque não buscava riqueza material nem conhecimento acima da ciência desse mundo apenas que os espíritos me ensinassem a ter um coração menos escuro.
    Nunca aceitem nada sem examinar tendo consciência que essa analise pode se prolongar por tempo indefinido. FLW!

  5. 10 de junho de 2014 às 20:36

    O que sei sobre o planeta Júpiter, é que este orbe vai ser a morada dos que não aceitarem o programa espiritual DIVINO, serão imigrados para lá, portanto Júpiter será no futuro o que a terra esta sendo hoje. este vale de lacrimas, esta reforma do planeta Terra será a ultima aí a Terra passará a ser uma esfera de posição Celeste com um sistema único de uma cultura oficializada por ETERNO através de SADABI, O processo de imigração já se encontra em execução desde 1997, e o ETERNO vai substituir todas as culturas clandestina diante da verdade de DEUS, e vai implantar uma nova cultura. A reforma do planeta esta em atividade, a GEOGRÁFICA foi entregue a Mãe Natureza, e a Cultural é de responsabilidade do ETERNO, este é um resumo do que está acontecendo no nosso planeta Terra…(Edvaldo)

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