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Concílio de Constantinopla: (meias-)verdades e (meias-)mentiras

Se o cristianismo primitivo era reencarnacionista, como alegam muitos espiritualistas, então vem uma pergunta: “por que ele deixou de ser?” A resposta comumente dada é que a reencarnação foi banida do cristianismo no II Concílio de Constantinopla (ou V Concílio Ecumênico), convocado em 553 d.C. pelo imperador do Oriente, Justiniano. Ele teria tomado essa iniciativa a mando de sua esposa Teodora, uma ex-prostituta que mandara matar 500 colegas profissão para apagar seu passado. Para que o povo não a ameaçasse com castigos em outras vidas, ela teria feito a cabeça do marido para banir a reencarnação condenando em Concílio seu principal teólogo: Orígenes de Alexandria.

Mas teria realmente Orígenes ensinado a reencarnação? Era essa doutrina moeda corrente no cristianismo do século sexto? Teodora mandou matar mesmo 500 prostitutas? Teria ela algo a ver com o V Concílio? Tais são as perguntas que serão respondidas nos artigos seguintes e para isso foram realizadas as pesquisas que quase nenhum espiritualista se dignou a fazer.

E um destaque para:

  1. angela
    12 de maio de 2015 às 17:11

    Quem é o homem para colocar sua opiniao como verdade? A verdade é clara, límpida como os ceus nos dias de verão….esta em nos …em nossa historia e caminho …..a mesquinhez do pensamento humano conduz o homem a erros….anatema….é simplismente tolo…..os anatemas…..insignificante frente ao universo

  2. 2 de setembro de 2014 às 1:32

    pelo que já tive conhecimento através das pregações espiritas, a reencarnação era uma crença já na época de Jesus ,

    Os primeiros cristãos (i.e., os do primeiro século) acreditavam que o mundo, tal como conheciam, acabaria em sua geração. Ainda que houvesse reencarnação antes, não haveria por muito tempo

    ou seja os judeus já acreditavam nela.

    O máximo que a literatura intertestamentária fornece é a crença em pré-existência, o que não necessariamente implica em reencarnação. O Apocalipse de Baruch, por exemplo, acreditava que todas as almas foram criadas no princípio dos tempos e quando a última delas viesse a nascer, viria uma espécie de juízo final.

    não sei o que o judaísmo tem haver com isto mas ele não deixaria essa crença se fizesse parte dele isso é certo?

    A entrada da reencarnação no judaísmo se deu ao longo da Idade Média. Leia minha tradução do rabino Saadia Gaon, que testemunhou esse processo. Uma boa parte dos judeus de hoje crê na reencarnação, o problema é que muitos espíritas caem no erro de acreditar que o judaísmo nada evoluiu (e se diversificou) do século I para cá.

  3. 30 de agosto de 2014 às 21:27

    pelo que já tive conhecimento através das pregações espiritas, a reencarnação era uma crença já na época de Jesus ,ou seja os judeus já acreditavam nela. não sei o que o judaísmo tem haver com isto mas ele não deixaria essa crença se fizesse parte dele isso é certo?

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