Tertuliano

19 de novembro de 2011

Vem agora, se algum filósofo afirma, como Labério sustenta, seguindo a opinião de Pitágoras, que um homem pode ter tido sua origem de um asno, uma serpente de uma mulher, e com uma lábia habilidosa contorce qualquer argumento para provar seu ponto de vista, não ganhará ele aprovação e resolverá com alguma convicção que, por causa disto, eles [os pagãos] devem até se abster de comer alimento animal? Terá alguém a persuasão de que ele deve com medo de , por acaso, ele comer algum antepassado em sua carne? Mas se um cristão promete a um homem retornar de um homem e o bem verdadeiro Gaio, de Gaio, o grito do povo o terá apedrejado; eles não terão nem sequer lhe dado ouvidos. Se há alguma boa razão para mover almas humanas de lá pra cá, por que elas não podem retornar para a mesma substância que deixaram, vendo que isto dever restaurado, ser o que tinha sido?

Tertuliano, em Apologia, cap. 48 (Ou Apologética).

Também nas notas complementares de Cristianismo e Espiritismo, de Léon Denis, se encontra uma citação do mesmo livro de Tertuliano, mas distinta e sem a explícita defesa da ressurreição:

Declare um cristão acreditar possível que um homem renasça de outro homem, e o povo reclamará em grandes brados que ele seja lapidado. Entretanto, se foi possível crer-se na metempsicose grosseira, a qual afirmava que as almas humanas voltam em diversos corpos de animais, não será mais digno admitir-se que um homem possa ter sido anteriormente um homem, conservando a sua alma as qualidades e faculdades precedentes?

Tertuliano, segundo Léon Denis

E aí? De que parte de Apologia Léon Denis tirou isso?

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